Audição e a Linguagem

Para do desenvolvimento da fala a Audição é primordial! É com a entrada do som que recebemos o som, e temos a experiência e vamos nos especializar na Língua em que estamos inseridos. Desde o momento dentro do útero os bebês podem reagir aos sons. E aí vão aprimorando nas habilidades auditivas conforme crescem e tenham vivência com os diferentes sons.

No Brasil desde 2010 todos os bebês devem fazer o teste da orelhinha, e se uma perda auditiva for detectada, e o tratamento e terapias ocorrerem já nos primeiros seis meses, o desenvolvimento da linguagem fica bem parecido com a de uma criança que tem Audição normal. Não quer dizer que feito este primeiro teste com resultado normal que a pessoa nunca mais precise fazer, e que nunca vai ter perda auditiva.

Todas as crianças que apresentam atraso de linguagem devem realizar avaliação audiológica! Precisamos ter certeza que o atraso não existe por causa da perda, e até onde o que eu falo está sendo detectado e que pode ser processado pela criança.

Na nossa prática aqui na ONG queremos garantir que a Audição está normal, já que as crianças com Autismo tem atraso de linguagem e usamos estímulos auditivos em nossas terapias. Os pais são orientados a levarem seus filhos ao otorrinolaringologista que vai avaliar e encaminhar para a mais adequada avaliação para cada caso. Ele que vai dizer ser a parte externa está livre de rolha de cera ou de alguma infecção para poder realizar os exames.

Tem exame mais específico que a partir da resposta da criança observamos em cada tipo de som o quanto a criança ouve (audiometria), outro nem precisa de resposta alguma, mais ainda, precisa de nenhum movimento corporal para o sinal ser detectado adequadamente (BERA), tem outro que analisa o movimento da membrana timpânica (imitanciometria) e que indica presença de líquido na orelha.

Crianças que tem muita infecção no ouvido tem audição flutuante, ora escuta bem (quando sem a infecção), ora escuta mal (quando com a infecção) e isso atrapalha muito a compreensão do que ela ouve e assim do que ela faz com o que ela ouve (processamento auditivo).  As infecções devem ser tratadas e a causa deve ser analisada!

Preciso ter certeza que ela pode me ouvir para eu saber como ensinar muitas habilidades e como orientar todos os profissionais que convivem com a criança.

 

Paloma Moreno – Fonoaudióloga