Em busca de uma Educação Inclusiva

Há todo um discurso e um trabalho de aproximação da prática educativa às realidades cotidianas para isso o primeiro passo é transformar os conteúdos curriculares  em informações funcionais. Exemplo: ler para conseguir informação, contar para realizar um pagamento, escrever para deixar uma mensagem pra alguém e assim por diante.

E no caso das crianças com necessidades especiais a funcionalidade desses conteúdos vai além da aprendizagem, pois se tornam mais do que tarefas de aprendizado são possibilidades de interação e inclusão escolar e social. E é através  do exercício diário com a diversidade que todas as crianças se beneficiam com o aprendizado de valores   com o aprendizado de valores e a criação de vínculos.

Tendência universal a Escola  Inclusiva “é aquela que abre espaço para todas as crianças abrangendo aquelas com necessidades especiais” ( Referenciais Curriculares Nacionais- 1998).

Abrir espaço é:

Adaptar os materiais necessários para o desenvolvimento das atividades. Exemplo:  se meu aluno não consegue segurar o lápis posso trabalhar com alfabeto móvel ou digitar em um computador.

Selecionar os conteúdos  que sejam significativos para meu aluno. Por exemplo: se a classe está estudando sobre o ciclo da água meu aluno com NEE( Necessidades educacionais Especiais) também  estudará sobre a água mas as atividades selecionadas para ele estarão voltadas para conteúdos mais simples, com informações relevantes e que sejam dentro da sua capacidade de compreensão com menor nível de abstração.

Acolher e aceitar as necessidades e características individuais. Meu aluno precisa do quê? Cadeira especial, uma almofada para apoiar as costas, intervalos mais frequentes, redução na  jornada, acompanhante  par as aulas, aulas de reforço, atividades em folhas especiais com tamanho diferenciado de letras e linhas, pouca informação por folha, desenhos que acompanhem palavras.

Aceitar a participação e/ou pedir dicas para a equipe  multidisciplinar que atende essa criança ou familiares que convivem com ela podem trazer contribuições valiosas para a integração dessa criança na escola. O médico poderá nos dar informações sobre o funcionamento orgânico dessa criança, o uso das medicações e efeitos  colaterais, psicólogos podem auxiliar na compreensão do nosso direcionamento no trato com essa criança além de nos dar dados específicos de suas dificuldades, fonoaudiólogos  ajudarão na forma de tornar a comunicação com a criança eficiente e também como contribuir para que as atividades pedagógicas auxilie no desenvolvimento das questões articulatórias específicas.

Estruturar a rotina escolar buscando a participação dessa criança.

Buscar conhecimento para propiciar um ambiente rico de aprendizagem.

Acreditar no potencial do seu aluno, conhece-lo para poder desenvolver uy trabalho produtivo com ele.

Enfim, vestir a camisa da causa Inclusão e fazer o seu melhor pelo seu aluno, mesmo que de início pareça pouco,  dia a dia,  essas pequenas ações farão a diferença na vida dessa criança e você professor diferença no plano de implantação de uma inclusão de sucesso.