Tratamentos - 1. Terapia Comportamental

As crianças dentro do espectro autista possuem em sua maioria, grande dificuldade de interação social, por isso a terapia comportamental visa o ensino de habilidades sociais, acadêmicas, de comunicação e da vida diária, criando estratégias de trabalho que garantam o aprendizado delas e uma melhor qualidade de vida.

Sair de casa para visitar um amigo ou parente, usar o banheiro, tomar banho, cumprimentar as pessoas, pedir o que deseja receber, brincar e outras tantas coisas são para nós ações corriqueiras e nem lembramos como o aprendizado delas aconteceu. Mas, para as crianças com transtornos de desenvolvimento as coisas não acontecem dessa maneira. Faz-se necessário disponibilizar o modelo e ensinar essas habilidades até que a criança crie autonomia e adquira um novo padrão de comportamento. Para isso a orientação dos pais e familiares torna-se fundamental pois prepara-os para dar continuidade ao trabalho realizado em nossos atendimentos.

Qualquer comportamento que esteja deficitário ou em excesso no desenvolvimento de um indivíduo e que prejudique seu bem-estar com o meio é alvo desta intervenção. Para isso, o terapeuta comportamental deve conhecer a história de vida da criança e propor intervenções. Essas intervenções são planejadas de acordo com as particulariedades de cada criança.
Uma ferramenta muito utilizada é a análise funcional que consiste no levantamento criterioso dos vários fatores que produziram esses comportamentos inadequados. Ao mesmo tempo que procura-se combater esses comportamentos e extinguí-los os programas de trabalho desenvolvidos instalam outros comportamentos. É um trabalho individualizado que favorece o desenvolvimento integral da criança.

Para isso, as crianças atendidas no Projeto Amplitude recebem acompanhamento terapêutico de 2 a 3 horas semanais.